De partida num desligar
Da ficha,
Ouço a melodia corrente
De mais um êxito
Criado pela fictícia
Orquestra,
Dissolução cerebral.
Perco,
No dia-a-dia,
Cada hora de descanso,
Traduzida em duas horas
De eterna escrita,
As leis fundamentais
Não se aplicam.
Luto pela vida com a vida,
Esqueço-me do detalhe
Do grande quadro
Racionalista
De longos anos
Sem sentido.
Sonho um pesadelo perpétuo,
Não dou vida,
Procuro escapatória
Da sua clausura
Intemporal.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Vinte e Um
Por
J.
Anseio por momentos de devaneio,
Um tilintar de mil vidros caídos
Num chão sem vista.
Anseio por momentos de devaneio,
Sentir a língua cambalear contra
Palavras sem sentido.
Anseio por momentos de devaneio,
Esquecer que esquecido fiquei
Pela primeira vez desde o reconhecimento.
Anseio por paz,
Mesmo sozinha a autodestruição invade
Todos os poros de um corpo perdido
Numa mente foragida.
Um tilintar de mil vidros caídos
Num chão sem vista.
Anseio por momentos de devaneio,
Sentir a língua cambalear contra
Palavras sem sentido.
Anseio por momentos de devaneio,
Esquecer que esquecido fiquei
Pela primeira vez desde o reconhecimento.
Anseio por paz,
Mesmo sozinha a autodestruição invade
Todos os poros de um corpo perdido
Numa mente foragida.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Jornada ao Fim
Por
J.
Um palmo de alcance
Precede a minha visão do passado,
Denso nevoeiro esconde
Um futuro que tento não prever,
Não planear.
Escurece a passagem,
Sombra esquecida desaparece
Nas entrelinhas do destino
Amargurado,
Pendurado numa parede
Decadente sem sustento.
Jornada ao fim do fim,
Grito plenos pulmões
Na vaga esperança
De sons serem ouvidos e decifrados.
Som desumano povoa o ar
Em meu redor.
Precede a minha visão do passado,
Denso nevoeiro esconde
Um futuro que tento não prever,
Não planear.
Escurece a passagem,
Sombra esquecida desaparece
Nas entrelinhas do destino
Amargurado,
Pendurado numa parede
Decadente sem sustento.
Jornada ao fim do fim,
Grito plenos pulmões
Na vaga esperança
De sons serem ouvidos e decifrados.
Som desumano povoa o ar
Em meu redor.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Eterno Apeadeiro
Por
J.
Olho para cima
E procuro uma pequena luz,
Um simples sinal de tão singela
Existência;
Nuvens toldam-me o julgamento.
Visito-me, incessantemente;
Tento encontrar explicação
Para a negação não me ser possível.
Sou um eterno apeadeiro,
Desactivado pelo tempo,
Abandonado;
A única carruagem que passou e parou,
Fê-lo por um momento,
Nem permitiu sentir o seu aconchego.
À janela vi um vulto
Olhando sorridente,
Acompanhado de nostalgia
Mas desejoso do amanhã;
Ela desaparece no nevoeiro
E deixa-me nesta viagem estática.
E procuro uma pequena luz,
Um simples sinal de tão singela
Existência;
Nuvens toldam-me o julgamento.
Visito-me, incessantemente;
Tento encontrar explicação
Para a negação não me ser possível.
Sou um eterno apeadeiro,
Desactivado pelo tempo,
Abandonado;
A única carruagem que passou e parou,
Fê-lo por um momento,
Nem permitiu sentir o seu aconchego.
À janela vi um vulto
Olhando sorridente,
Acompanhado de nostalgia
Mas desejoso do amanhã;
Ela desaparece no nevoeiro
E deixa-me nesta viagem estática.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Breve vislumbre
Por
J.
Na escuridão vagueava
Desde longos tempos;
Cego pela falta de iluminação,
Em vão procurava
Doces novos ventos.
Horas e horas,
Milhares delas passaram
Sem que um resquício de luz
Iluminasse a minha agora
pálida pele.
A melodia dos voadores
Passava pelas paredes
Que me confinavam.
Subitamente,
Eis que aparece um pequeno
Raio de luz, uma falha
No muro que me separa
Abriu-se,
Deixou passar uma visão de esplendor.
Apreciei,
Fiquei sem palavras
Para tal visão doutro Mundo;
Ganhei novo calor
E alguma cor,
Procurei conjugar frases
Sem saber pronunciar
Os mais simples vocábulos.
Quando tudo parecia um sonho,
Uma realidade prestes a consumar-se,
A observação termina
E dou por mim de novo no escuro,
Procurando incessantemente
Por esse momento perdido,
Que nunca mais experimentarei.
Desde longos tempos;
Cego pela falta de iluminação,
Em vão procurava
Doces novos ventos.
Horas e horas,
Milhares delas passaram
Sem que um resquício de luz
Iluminasse a minha agora
pálida pele.
A melodia dos voadores
Passava pelas paredes
Que me confinavam.
Subitamente,
Eis que aparece um pequeno
Raio de luz, uma falha
No muro que me separa
Abriu-se,
Deixou passar uma visão de esplendor.
Apreciei,
Fiquei sem palavras
Para tal visão doutro Mundo;
Ganhei novo calor
E alguma cor,
Procurei conjugar frases
Sem saber pronunciar
Os mais simples vocábulos.
Quando tudo parecia um sonho,
Uma realidade prestes a consumar-se,
A observação termina
E dou por mim de novo no escuro,
Procurando incessantemente
Por esse momento perdido,
Que nunca mais experimentarei.
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